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Host story Florence: A simpatia de estranhos
19 ago. 2017
por Saverio

Host story Florence: A simpatia de estranhos

Stefano e Massimo são dois anfitriões de peso no misterb&b. Eles abrem a sua mansão ao estilo da Renascença em Florença a membros da comunidade gay, oferecendo um sentimento de lar, um gosto das iguarias locais e uma preocupação pelas necessidades dos seus hóspedes. Ser anfitrião estimula a amabilidade. Veja a história deles e entre em contacto com a comunidade gay global. 

 

Que pessoas interessantes já conheceu?

Esta pode ser uma pergunta muito complicada, pois recebemos todo o tipo de pessoas. Escolher passar alguns dias em Florença não é como ir às Ilhas Gregas ou viajar num cruzeiro. Em geral, os nossos hóspedes interessam-se pela cultura e querem descobrir ou redescobrir as inúmeras obras-primas que a cidade oferece. Noutros casos, querem uma experiência do tipo “quarto com vista”. Já recebemos artistas, músicos, atores, realizadores, produtores de cinema, muitas vezes sem o sabermos e descobrindo apenas quando chegam ao nosso sítio. Como nós também somos artistas, a empatia com eles foi sempre fácil e imediata. Mas o interesse pode ser partilhado mesmo com pessoas normais, com vidas simples, que ficam extasiadas com as belezas de Florença.

Quando decidimos abrir a nossa casa para recebermos pessoas gay, fizemos essa escolha porque não havia nenhuma estrutura abertamente gay e, por vezes, existem hotéis que torcem o nariz se dois homens pedem uma cama dupla. Talvez hoje em dia isso já seja mais difícil, mas pode acontecer mesmo assim. Além disso, a nossa atenção estava particularmente focada no mundo dos “Bears”, porque nunca ninguém tinha levantado o assunto do tamanho das camas e dos sanitários. Acontece frequentemente que pessoas muito altas ou com excesso de peso não podem usar o chuveiro em muitos hotéis e pensões, porque as divisórias de chuveiro são minúsculas e as camas são tamanho padrão. Mas como é óbvio, a nossa casa está aberta a todos os homens gay e a todos os seus amigos e família. Hospitalidade na nossa casa significa viver com uma família gay, a nossa família, e por isso num ambiente completamente relaxado. 

 

Que impressão tem dos hóspedes gay? O que é que eles gostam de fazer?

Para uma pessoa gay, visitar uma cidade como Florença pode também significar redescobrir as raízes da homossexualidade moderna, e a sua ligação à época da Renascença e à redescoberta do corpo humano e do prazer, depois dos séculos de obscurantismo da Idade Média. A quantidade de artistas homossexuais que trabalharam em Florença e nos deixaram obras-primas incondicionais - como Miguel Ângelo, Leonardo, Botticelli e centenas de outros - simboliza um assumir da homossexualidade inédito na história, apesar de todos os limites impostos pela religião da altura: ver maravilhosos corpos nus esculpidos em mármore em exibição nas praças deve ter sido chocante! 

Alguns dos nossos convidados já sabem tudo isto, outros ainda não. Alguns hóspedes identificam Florença com moda e comida, mas uma vida noturna gay como a de Roma, Milão ou Barcelona está em falta, porque Florença é um centro urbano pequeno e tem edifícios antigos e pequenos, que não permitem alojar grandes discotecas – mas existem outras coisas. Outras pessoas vêm até Florença simplesmente porque é um destino popular, e não sabem o que é que poderão encontrar na cidade. 

 

Qual é a melhor conversa que já teve com um hóspede?

É difícil dizer. Com alguns hóspedes é um prazer falar sobre arte, música e sobre a história de Florença, com outros falamos sobre gastronomia, também porque eu e o Stefano somos uns cozinheiros amadores bastante bons. Eu adoro fazer marmeladas orgânicas e licor caseiro; além disso, dou aulas de cozinha italiana. Por fim, também cultivo plantas, incluindo plantas exóticas, e gosto de falar sobre isso com os meus hóspedes. 

Nós aprendemos muitas coisas. Em primeiro lugar, melhorámos os nossos conhecimentos de línguas: eu falo inglês, francês e espanhol, o Stefano também, mas ele também sabe alemão e um pouco de português e catalão. Desta forma, podemos partilhar muita informação sobre outros países, outras culturas e experiências de vida pessoais. Acolher pessoas gay de todo o mundo é como ter uma janela aberta para outras culturas. 

 

 

Qual é a melhor memória que tem com um hóspede?

Por vezes, especialmente quando os hóspedes ficam durante um período longo, gostamos de os levar a restaurantes típicos e também de dar uma volta diferente com eles. Ver as suas expressões e como ficam sensibilizados com toda a beleza que os rodeia é algo sem preço, é um dos prazeres da nossa atividade. 

Já aconteceu bastantes vezes! Desenvolvemos uma forte amizade com um ator belga; outros hóspedes regressaram várias vezes com membros da sua família. Toda a gente está disposta a partilhar: um fotógrafo americano enviou-nos uma das suas obras, outros trazem lembranças dos seus países quando chegam. Nós tivemos a sorte de conhecer as pessoas mais amáveis através desta experiência. Abrir a porta da nossa casa a pessoas é tranquilizador: provavelmente, consegue-se perceber isso simplesmente vendo as fotos na nossa casa - as pessoas sentem isso, por isso entram também num estado de espírito de partilha. Receber hóspedes traz para fora a bondade de cada um e penso que este é um dos maiores ganhos que se podem alcançar com o misterb&b. 

 

 

Vai a Florença? Veja o anúncio de Stefano e Massimo no misterb&b

 

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